São José do Rio Pardo - sexta, 28 de julho de 2017
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Postado em: 26/02/2016

No Rio , eles visitaram a "Saninha" de Euclides - Rodolpho José Del Guerra


          No Rio, eles visitaram a “Saninha” de Euclides Há dias, numa festa, quando passou por nós a senhora Izabel Cobra Monteiro, Alvinho me disse que ela, seus irmãos, e seu tio, Dr. Osvaldo Galotti, foram os únicos moradores de São José a visitar, no Rio de Janeiro, Anna de Assis, a S’Aninha, viúva de Euclides da Cunha. Admirado, disse ao amigo que ignorava o fato, nunca tendo ouvido ou lido sobre esta visita, que poderia ter sido polêmica. Galotti nunca comentou ou cronicou sobre o assunto. O fato ocorreu em 1946 ou 1947, quando os adolescentes filhos de Paulo Cobra - Izabel, Ilse e Nélson - mostraram desejos de conhecer o Rio de Janeiro naquele final de ano.  Na época, Dr. Osvaldo Galotti estava com viagem marcada para o Rio. Paulo pediu ao médico, seu grande amigo, que também acompanhasse seus filhos na famosa capital, como cicerone , oferecendo-lhe o carro, chofer, acomodações...  — Foi um inesquecível passeio – disse-me Isabel. Conhecemos a cidade. Com Galotti, passamos o Réveillon no famoso Hotel Quitandinha... Numa tarde, Galotti nos convidou a visitar S’Aninha, a viúva de Euclides havia 38 anos. Na sala, esperamos por ela. Lembro-me da mulher educada, bonita, que apareceu bem vestida, cabelos soltos, delicada e gentil nos recebendo... Ela conversava com Galotti e só me lembro do seu relato sobre os medos de Euclides: dos vultos, das vozes, das aparições... Galotti não comentou nada conosco sobre o que falaram e se a cidade de São José foi relembrada... Anna, que detestou São José, deixando a imagem de uma mulher sem recatos, foi comentada não por nós, mas pela filha Judith Ribeiro de Assis, no seu livro “Anna de Assis – História de um Trágico Amor”, cujo pequeno texto abaixo transcrevo:  “Enquanto a mulher do fim do século se escondia na cozinha, preocupando-se em servir ao seu todo-poderoso marido ou se recolhia à cadeira de balanço e a tricotar esperava a vida passar, Anna de Assis foi para a sala de visitas palestrar (...). Mulher audaz, independente, morando numa cidade pequena e provinciana como uma São José do Rio Pardo, teria seus movimentos ímpares confundidos pela mente pequena e bitolada daqueles que não enxergam o horizonte, já que as estradas têm curvas. Ali naquela cidadezinha, Anna de Assis deixou a imagem de uma mulher fútil e namoradeira. Conclusão chegada porque se postava à janela e, alegre e moderna, não se escondia dos homens. (...) Altiva, superou a tudo e se impôs na vida (...)”. Esta crônica que nada acrescenta ao sério movimento euclidiano, apenas mostrou que a animosidade, se existiu, não foi tão contundente... 23-2-2010.   Rodolpho José Del Guerra  

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