São José do Rio Pardo - domingo, 28 de maio de 2017
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Postado em: 26/02/2016

Remédio Santo : Rezas e curas no Belo Monte de Antônio Conselheiro - Pedro Lima Vasconcellos


 BELO MONTE DE ANTONIO CONSELHEIRO       REMÉDIO SANTO: REZAS E CURAS NO BELO MONTE DE ANTONIO CONSELHEIRO Pedro Lima Vasconcellos Doutor em Ciências Sociais Mestre e Livre-docente em Ciências da Religião Professor Assistente-Doutor do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Docente dos cursos de Teologia do Centro Universitário Salesiano de São Paulo e da Escola Dominicana de Teologia.     Resumo: Consideraremos dois aspectos que fizeram a vida do arraial liderado por Antonio Conselheiro. Em primeiro lugar destacaremos as inúmeras notícias que se espalharam sobre o Belo Monte como lugar da cura de males de todos os tipos, elemento que terá contribuído decisivamente para o enorme afluxo de pessoas ao arraial conselheirista no curto espaço de sua existência. O segundo aspecto diz respeito a um indivíduo em particular, e à sua prática curandeira: o pajé Manoel Quadrado, muito próximo ao Conselheiro. Com isso se pretende alargar o horizonte de compreensão do episódio “Canudos” para além dos âmbitos comumente considerados. Pretende-se também salientar o lugar destacado da religião, particularmente a sua faceta “milagreira”, na vida da gente conselheirista.   Palavras-chave: Antonio Conselheiro, doença, salvação, milagre   Introdução Canudos, ou melhor, Belo Monte é inesgotável. Evento singular da história brasileira, sua abordagem revela facetas inusitadas de nosso passado que permanecem vivas em nosso presente. O centenário de Os sertões só vem recolocar a necessidade de voltarmos à experiência conselheirista libertos da “gaiola de ouro” (expressão de José Calasans) em que a obra prima euclidiana acabou por aprisioná-la. A comunicação que aqui se propõe considera dois aspectos que fizeram a vida de Belo Monte. Em primeiro lugar destacaremos as inúmeras notícias que se espalharam (não só no sertão), de Belo Monte como lugar da cura de males de todos os tipos, elemento que terá contribuído decisivamente para o enorme afluxo de pessoas ao arraial conselheirista no curto espaço de sua existência. Num segundo momento focaremos nossa atenção nas esparsas notícias a respeito de um curandeiro que se destacou no meio da gente conselheirista por suas rezas e receitas: o pajé Manoel Quadrado, auxiliar do Conselheiro. E não será necessário aqui salientar ainda mais a relevância decisiva do religioso para compreender a saga de Antonio Conselheiro e sua gente em Belo Monte. Nos termos de Rui Facó, ali se desenvolveu uma mística capaz de atrair os pobres do sertão e de articular alternativas significativas de vida. Recriava-se então o percurso que possibilitaria um vale menos lacrimoso aqui (capaz até de ser convertido em terra da promissão) e a salvação eterna no além. Como em tudo que se refere à vida e ao cotidiano de Belo Monte, as informações são esparsas e dispersas. Isso, em vez de constituir um entrave a impedir a busca, proporciona a percepção dos variados olhares que se debruçaram sobre a trajetória do arraial conselheirista e sobre seu líder. É isso, mais que a dimensão fatual, que procuraremos salientar.   I. Lenitivo para tudo É de todos conhecido o contexto imediato no qual surgiu o empreendimento de Belo Monte. Implantação da República com suas conseqüências no nível religioso (separação entre Igreja e Estado, implantação do casamento civil, secularização dos cemitérios): algumas delas chegaram ao conhecimento da gente de que há anos acompanhava o Conselheiro em suas andanças pelo sertão rezando, construindo e restaurando igrejas e cemitérios. Menos considerado é o pretexto imediato, que precipitou os acontecimentos, levando o Conselheiro com sua gente a suspender a itinerância e a buscar refúgio mais seguro: os protestos contra os novos impostos, municipais, que o regime republicano tinha autorizado, e a tentativa de repressão por parte da polícia baiana. E é também conhecido que, tão logo se instalou no velho arraial de Canudos e o batizou como Belo Monte, Antonio Conselheiro atraiu milhares de pessoas para viver junto com ele, cansadas que estavam das péssimas condições de trabalho a que eram submetidas pelos coronéis da região; estes, por sua vez, tomaram o arraial conselheirista como o segundo grande golpe que suas fazendas receberam, depois da abolição da escravatura. A conjunção destes fatores foi decisiva para que, em junho de 1893, Antonio Conselheiro se instalasse, junto com centenas de pessoas, às margens do rio Vaza-barris e ali se fixasse, transformando o velho arraial Canudos em Belo Monte. Mas é necessário acrescentar a esses aspectos, todos eles relevantes para entender o estabelecimento de Belo Monte e seu desenvolvimento, um dado peculiar. Informações da imprensa da época e de outras proveniências dão conta de que boa parte das pessoas que se dirigiram a Belo Monte era feita de doentes (Benício, 1997: 36). Segundo José Calasans, parcela significativa da população de Belo Monte era feita de “doentes mentais, aleijados, incapacitados que viviam das esmolas do Bom Jesus e esperavam seus milagres” (Calasans, 1997: 52). Aqui vale cabe uma observação. A articulação entre religião e saúde passa necessariamente, no contexto que estamos considerando, pelo reconhecimento da possibilidade do milagre. Efetivamente, a fama do Conselheiro como milagreiro já vem de longa data, trazendo consigo também os esforços por descaracterizá-la. Assim, teremos os testemunhos populares (muitas vezes em forma de poesia) confirmando a fama do Conselheiro e afirmações em contrário. Vamos a alguns exemplos. Já em 1874, quase vinte anos, portento, antes do estabelecimento de Belo Monte, se falava “dos aparentes e mentirosos milagres” praticados por “um aventureiro santarrão que se apelida por Antonio dos Mares”, justamente por isso chamado de “santo”.[i] Alguns anos depois uma quadra popular é recolhida por Sílvio Romero, onde se confirma o perfil de libertador dos males atribuído a Antonio Conselheiro: Do céu veio uma luz Que Jesus Cristo mandou Santo Antônio Aparecido Dos castigos nos livrou (Romero, 1977: 41).   Certamente contavam-se também histórias escabrosas a respeito do Conselheiro. Em Araçás, três pessoas teriam perdido a vida e outra ficara alucinada em oportunidades em que o beato pregava, em março e abril de 1876 (Calasans, 1997: 37). Mas a predominância era, sem dúvida, do benéfico: “Um fio de sua barba [do Conselheiro], um fragmento de unha possuíam extraordinárias virtudes contra vários males” (Soares, 1985: 43). Falava-se que “uma senhora, que sofria de doença rebelde, mandou vir um pedaço do hábito do Santo Conselheiro, queimou-o e dissolveu as cinzas em água morna. Bebeu a droga milagrosa e ficou curada incontinenti”. Outra história garantia que uma árvore sob a qual o Conselheiro se abrigara, em Chorroxó, “ficou sagrada. Suas folhas eram panacéia infalível; sua sombra curava os crédulos enfermos” (Calasans, 1950: 35-36). Histórias como essas povoaram os sertões enquanto o Conselheiro por eles perambulava, e terão pesado na decisão de muita gente que decidiu fixar-se junto ao Conselheiro quando este estabeleceu Belo Monte. Temos notícia de que menos de um mês depois de Canudos virar Belo Monte “mais de duas mil pessoas haviam tomado a direção de Canudos; destas, somente 500 eram válidas”. Comenta João Arruda:   A presença de um contingente tão numeroso de doentes justifica-se pela crença no poder curativo que era atribuído. A insistência com que eram repetidas as notícias dos milagres estimulava a crença dos que eram física e psiquicamente incapazes de que a única solução para suas dificuldades encontrava-se no santo povoado. Somente o santo peregrino poderia restabelecer seu estado de saúde (Arruda, 1993: 87-88).[ii]   No ambiente do catolicismo popular o milagre, particularmente aquele ligado à recuperação da saúde, não é algo inimaginável. Histórias de milagreiros com suas façanhas se encontram também em movimentos que guardam algum tipo de proximidade com o de Belo Monte, como o de Juazeiro e do Contestado. Neles encontramos lideranças que, “para passar à categoria de milagreiros... deveriam antes passar por um processo de divinização, que se baseava numa vida exemplar centrada na generosidade, na renúncia aos bens deste mundo e no sofrimento assumido. Tornar-se-iam, então, eles próprios, santos e poderiam chegar a ser associados à figura de Cristo. José Maria, João Maria, Antônio Conselheiro e Padrinho Cícero são os exemplos mais famosos dos seres humanos que se tornaram divinos e que, por isso mesmo, podiam realizar milagres” (Zaluar, 1983: 104).[iii] Deve-se salientar que o mundo do catolicismo popular está tomado pelo milagre e pela esperança dele, e a presença de alguém reconhecido como santo só torna sua realização mais viável. De toda forma, atravessou o sertão a certeza de que o santo fazedor de milagres agora edificava um arraial sagrado, lugar da cura e do bem estar. E muita gente terá dado ouvidos ao poeta popular: Quem quiser remédio santo Lenitivo para tudo Procure o Conselheiro Que ele está lá nos Canudos (Calasans, 1950: 32).   Essa memória do Conselheiro curador de doenças, fazedor de milagres terá, então, sido fator decisivo na atração de milhares de pessoas que deixaram suas casas, venderam seus bens, abandonaram seus senhores e buscaram junto ao beato alternativas para a resolução de suas questões cotidianas. Inclusive a saúde. Memória que perdura até nossos dias (Pinho, 1996: 106-107). Desta forma, Belo Monte não atraiu pessoas exclusivamente porque representava uma alternativa ao sistema baseado no coronelismo e no latifúndio, mas também porque, de maneira muito imediata, sinalizava a recuperação da vida, a superação de limites básicos. Deve-se ainda ressaltar que a questão da cura e dos poderes miraculosos do Conselheiro serviu de maneira significativa para alimentar as retóricas oposicionistas ao arraial, que a citaram como exemplo da ignorância e do fanatismo impostos ao povo pelo líder de Belo Monte. Para ficar num único caso, temos o texto de Manoel Benício, autor de uma admirada crônica sobre a vida do arraial conselheirista: “Grande número de doentes, nervosos, aleijados e loucos chegavam também a Belo Monte em demanda de cura a suas enfermidades. Conselheiro não medicava, curava pela fé e, salvando por este modo a saúde de muitos, assegurava o milagroso poder de que se dizia investido por graça divina” (Benício, 1997: 96). Aqui importa menos o desencontro nos detalhes, se Antonio Conselheiro curava ou apenas apelava à fé das pessoas: o resultado é que o beato via seu poder sobre o povo reforçado, na medida em que atribuía suas ações ao poder divino que nele habitava. Essa capacidade de atrair as multidões tomadas por ignorantes foi mote sempre repetido em todas as manifestações que, de uma forma ou de outra, pediram a destruição de Belo Monte ou a justificaram.   II. Um índio em ação O segundo aspecto a ser considerado diz respeito a um indivíduo em particular, e à sua prática. Muito próximo do Conselheiro, Manoel Quadrado também mereceu atenção da poesia popular: Manoel Quadrado ocupava-se, E o médico e curandeiro Vivia a catar raízes Nos matos e tabuleiros Rezando com as benzeduras O buso era aventura E ordem do Conselheiro (Aras, in: Calasans, 1984: 97).   Euclides da Cunha também rendeu seu reconhecimento à figura do curandeiro: “É um tipo adorável. Manoel Quadrado, olhando para tudo aquilo [a movimentação dos beatos] com indiferença notabilizadora. Era o curandeiro; o médico. Na multidão suspeita a natureza tinha, afinal, um devoto, alheio à desordem, vivendo num investigar perene pelas drogarias primitivas das matas” (Cunha, 1985: 246). Há inclusive a notícia de que, junto aos manuscritos do Conselheiro, contendo algumas de suas prédicas, encontrados no fim da guerra, se encontrava um livro pertencente a Manoel Quadrado: Lições de patologia clínica, de Pedro Braga (Silva, 1996: 266). Segundo José Aras, não era apenas Manoel Quadrado que atendia os doentes e lhes fornecia rezas e remédios: “velhos e inválidos se encarregavam de benzeduras, atendendo filas enormes”. O mesmo autor apresenta uma extensa lista “das doenças e plantas respectivas usadas para sua cura em Belos Montes”, ao que parece fruto das práticas medicinais do Quadrado (Aras, 1953: 51-52). Um precioso documento, pelo qual se pode avaliar os males mais comuns na percepção que recebiam da gente sertaneja, de seus curandeiros e benzedeiras. Um dado intrigante, contudo, a merecer nossa atenção, são as informações sobre Quadrado, que “segundo vários depoimentos de não índios é pajé dos índios Tuxá de Rodelas” (Mascarenhas, 1995: 44, nota 20). Recolheria, então, da secular sabedoria medicinal indígena, e “deveria misturar meizinhas e rezas” (Calasans, 1986: 78). Esse ponto é de particular importância, porque possibilita pensar em termos mais concretos as formas do intercâmbio cultural e religioso operado em Belo Monte. Embora desde Euclides se fale da religião sertaneja como “mestiça”, normalmente o arraial conselheirista tem suas práticas religiosas consideradas a partir do referencial católico. Pergunta-se, por exemplo, se o Conselheiro usurpou ou não funções sacerdotais, ou a respeito dos santos que eram ali cultuados. Trata-se de questões relevantes, obviamente, mas queremos aqui salientar a participação significativa de elementos oriundos das tradições indígenas do entorno, que não apenas conviveram com aqueles de outras proveniências, como principalmente propiciaram a Belo Monte o reforço de uma de suas facetas mais significativas: a de lugar da vida e de sua recuperação. Avaliando esta situação, escreve Vicente Dobroruka:   o que a permanência de um curandeiro como Manoel Quadrado nos mostra é que o catolicismo do Conselheiro e de seus seguidores, por mais rigoroso e ortodoxo que fosse, ainda deixava espaços para a sobrevivência de práticas mágicas – o que, de resto, é elemento comum a todo catolicismo rústico (Dobroruka, 1997: 147).[iv]     Afinal de contas, era comum no sertão a existência de curandeiros, em relação aos quais se contavam milagres de cura (Levine, 1995: 165). Conclusão Mês e meio antes do fim dos combates, em que Belo Monte foi completamente arrasado e a maioria de seus habitantes morta, Euclides da Cunha travou contato com um “jaguncinho” de catorze anos, Agostinho, prisioneiro. Depois de uma saraivada de perguntas sobre os mais variados aspectos do arraial e suas lideranças mais destacadas,   terminamos o longo interrogatório inquirindo acerca dos milagres do Conselheiro. Não os conhece, não os viu nunca, nunca ouviu dizer que ele fazia milagres. E ao replicar um dos circunstantes que aquele declarava que o jagunço morto em combate ressuscitaria – negou ainda. – Mas o que promete afinal ele aos que morrem? A resposta foi absolutamente inesperada: – Salvar a alma (Cunha, 2000: 110-111).   O jaguncinho nada sabe dos milagres do Conselheiro, o que talvez indique que estes são mais propalados fora que dentro do arraial. Ou aponte para o costumeiro internamente considerado estupendo pelo sertão afora. Mas confirma sobre o Quadrado, “tranqüilo e inofensivo; curandeiro experimentado, debelando as moléstias mercê de uma farmacopéia rudimentar; conhecedor de todas as folhas e raízes benéficas” (Cunha, 2000: 107). E faz revelação surpreendente, ao articular a luta pela sobrevivência do arraial sagrado com a autonomia religiosa ali construída, e garantida pela releitura da promessa escatológica,em que saúde e salvação se articulam: quem peleja pela vida do arraial tem a alma salva. Escatologia tradicional no teor, não no uso abusado que recebe, que faz lembrar a afirmação abusada ao frei inquisidor que, não conseguindo seu intento de dispersar o arraial, escreveu relatório pedindo a destruição deste: os sertanejos lhe garantiram que “não precisavam de padres para se salvar, porque tinham o seu Conselheiro” (Marciano: 1987: 6). Salvação para o corpo e para a alma.   Bibliografia ARAS, José. Sangue de irmãos. Museu do Bendegó, Salvador, 1953. ARAS, José. “O fantasma de Canudos”. In: José Calasans. Canudos na literatura de cordel. Ática. São Paulo, 1984, p.87-104. ARRUDA, João. Canudos: messianismo e conflito social. UFC / Secult, Fortaleza, 1993. BENÍCIO, Manoel. O rei dos jagunços. Crônica histórica e de costumes sertanejos sobre os acontecimentos de Canudos. 2 ed., Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 1997. CALASANS, José. O ciclo folclórico do Bom Jesus Conselheiro. Contribuição ao estudo da campanha de Canudos. Tipografia Beneditina, Salvador, 1950. CALASANS, José. Quase biografias de jagunços. Centro de Estudos Baianos, Salvador, 1986. CALASANS, José. Cartografia de Canudos. Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia / Egba, Salvador, 1997. CUNHA, Euclides da. Diário de uma expedição. Companhia das Letras, São Paulo, 2000. CUNHA, Euclides da. Os sertões. Brasiliense, São Paulo, 1985. DOBRORUKA, Vicente. Antônio Conselheiro: o beato endiabrado de Canudos. Diadorim, Rio de Janeiro, 1997. LEVINE, Robert. O sertão prometido: o massacre de Canudos. Edusp, São Paulo, 1995. MARCIANO, João Evangelista de Monte. Relatório apresentado, em 1895, pelo reverendo Frei João Evangelista de Monte Marciano, ao Arcebispado da Bahia, sobre Antonio Conselheiro e seu séqüito no arraial dos Canudos. Tipografia do Correio da Bahia, Salvador, 1895 (edição em fac-símile pelo Centro de Estudos Baianos, 1987). MASCARENHAS, Maria Lúcia Felício. Rio de sangue e ribanceira de corpos. Monografia de bacharelado, Ufba, Salvador, 1995. PINHO, Patrícia Santana. Revisitando Canudos hoje no imaginário popular. Dissertação de Mestrado. Unicamp, Campinas, 1996. ROMERO, Sílvio. Estudos sobre a poesia popular no Brasil. 2 ed., Vozes, Petrópolis, 1977. SILVA, José Maria de Oliveira. Rever Canudos: historicidade e religiosidade popular (1940-1995). Tese de Doutorado, Usp, São Paulo, 1996. SOARES, Henrique Duque-Estrada de Macedo. A campanha de Canudos. 3 ed., Philobiblion, Rio de Janeiro, 1985. ZALUAR, Alba. Os homens de Deus. Um estudo dos santos e das festas no catolicismo popular. Zahar, Rio de Janeiro, 1983. [i]Jornal O Rabudo, de Estância (SE), de 22/11/1874 (texto completo em http://canudos.portfolium.com.br [28/06/10]). [ii] A notícia do deslocamento das pessoas a Belo Monte João Arruda a encontrou no jornal Diário de Notícias, de Salvador, de 1o de julho de 1893. [iii] Não vem ao caso agora discutir se termos e expressões como “divinização”, “identificação com Cristo” são os mais adequados para expressar o fenômeno que se quer explicar. [iv] Também aqui deixamos de discutir a pertinência da expressão comum “catolicismo rústico”. E seguramente se pode contestar o carater “ortodoxo” que o autor atribui ao catolicismo vivido no Belo Monte.        

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