São José do Rio Pardo - quinta, 30 de março de 2017
"Esse país ainda não teve um interprete, eu posso ser o interprete que esse país ainda não teve."
Noticias Artigos

Postado em: 29/02/2016

Descobertos novos textos de Euclides da Cunha


Descobertos novos textos de Euclides da Cunha.       Enfim, acabou mais um capítulo da história de garimpagem que o euclidiano Joel Bicalho Tostes está escrevendo. DEMOCRATA publica nesta edição, com exclusividade nacional, textos escritos por Euclides da Cunha e que até hoje permaneciam desconhecidos da comunidade euclidiana. Joel Bicalho Tostes, viúvo de Eliete da Cunha Tostes ( neta de Euclides), localizou os textos na Biblioteca Nacional, conforme antecipado por DEMOCRATA há poucas semanas. Trata-se de exemplar do jornal “Democracia”, de maio de 1890, em que foram publicados artigos assinados por Euclides. Os textos aqui publicados são inéditos, porque nunca foram publicados em nenhum livro e que eram totalmente desconhecidos dos intelectuais ligados ao movimento euclidianos – Joel Bicalho Tostes fez questão de que os textos fossem publicados em primeira mão na imprensa rio-pardense, especificamente neste DEMOCRATA, em razão da tradição euclidiana aqui desenvolvida. Representante oficial dos descendentes de Euclides da Cunha, Joel Bicalho é uma das figuras mais destacadas do movimento realizado em homenagem ao escritor, jornalista e engenheiro Euclides da Cunha (1866 – 1909) , autor do clássico “Os Sertões” , obra escrita em São José do Rio Pardo. Pesquisador assíduo da Biblioteca Nacional há décadas, Joel Bicalho está sempre em busca de documentos ligados a Euclides da Cunha. Numa destas buscas, o estudioso deparou-se com os artigos “Amanhã” e “Resposta à Confederação Abolicionista” – até hoje desconhecidos pelo movimento euclidiano.   (...) Sós, em minoria extrema, mas felizes por estarmos sós, pois que este isolamento, como o das águias, explica-se pela atitude, iremos aos túmulos dos valentes que se acolheram à história; legando-nos o impulso inicial da ascensão das nossas idéias e dos nossos sentimentos. (...) (Amanhã, 12/05/1890)   (...) Daí há pouco tempo forma-se esse Centro que consagrou nas suas bases a condição de que para ser a ele pertencente, era indispensável que o pretendente não posuuísse escravos de forma nenhuma, isto é por compra, herança, donativo ou empréstimos e fazer a essaassociação de então para ca, uma propaganda ativa e incansada.(...) (Resposta à Confederação Abolicionista, 10/05/1890)   (...) Quando às sociedades carnavalescas, diremos que elas não fizeram beneficios à libertação dos escravos, como tais, pois que o seu fim não era esse e sim o divertimento por meio das orgias, e se muitos de seus membros concorreram, isso será tomado na conta em que o deve ser; e ainda mais, se o dinheiro tirado para a libertação dos escravos saiu dos cofres sociais, não foi mais do que as migalhas; as sobras das orgias, porque essas sociedades se tivesse esse espírito de filantropia e abolicionista que se lhes quer dar, preferiam empregar as centenas de contos que gastavam nas orgias, em resgatar a liberdade de seus semelhantes.(...) (Resposta à Confederação Abolicionista, 10/05/1890)   (...) Demais seria soluão tirar um preto da fazenda, liberta-lo e converte-lo num vagabundo e capoeira no interior da capital?(...) (Resposta à Confederação Abolicionista, 10/05/1890)            

Apoio

Apoios
Livro

Livro Deixe seu recado em nosso Livro de Visitas.

Clique aqui e assine já

Endereço

Rua Marechal Floriano, 105 - Centro
São José do Rio Pardo - SP
Telefone: (19) 3681 6424
casa.euclidiana@bol.com.br

Horário de Funcionamento
Segunda a sexta: 08h às 17h
bg