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Postado em: 02/03/2016

Da República idealizada à República possível:O desencanto de Euclides da Cunha - Rachel A. Bueno da Silva


DA REPÚBLICA IDEALIZADA À REPÚBLICA POSSÍVEL: O DESENCANTO DE EUCLIDES DA CUNHA[1]   Rachel Aparecida Bueno da Silva Mestre em História da Educação Universidade Estadual de Campinas (rachel.bueno@campinas.sp.gov.br)     RESUMO: Euclides da Cunha viveu intensamente as transformações pelas quais passava o país e alimentou a crença na República como sendo a forma mais elevada de governo, que levaria a sociedade a um renascimento. Entretanto como outros homens de seu tempo Euclides da Cunha também viu a "República idealizada" ser obrigada a dar espaço à "República possível". Os republicanos baseavam a sua convicção e atuação nos pressupostos positivistas e numa determinada vertente do liberalismo - uma vez que acreditavam no papel nivelador da educação, encarada como meio para a equalização social - a "República real" demonstrou-se mais centralizada do que havia sido o Império e com concepções muito mais rígidas para com as camadas populares e suas manifestações culturais. A República condenava todas as manifestações populares e segregava a população pobre aos morros da periferia do Rio de Janeiro. Euclides da Cunha não ficou alheio a essa contradição, que gerou nele o desencanto e a decepção com o regime com o qual ele se identificava e pelo qual lutou. Esse desencanto ficou registrado em seus escritos, entre elas sua correspondência  pessoal.    Palavras-chave: Euclides da Cunha; Império; República; ideário; desencanto.   Euclides da Cunha como homem de seu tempo viveu intensamente as transformações pelas quais passava o país e alimentou a crença na República como sendo a forma mais elevada de governo, que levaria a sociedade a um renascimento, como é mostrado em uma das crônicas do conjunto intitulado "Atos e palavras", publicado no jornal Província de São Paulo em 1889. [...] e quando, amanhã, partido o último dente da medonha engrenagem política, que há tempo realiza a inglória tarefa do esmagamento completo das grandes idéias - aquela cair -  o advento da República não indicará a vitória de um partido  -  exprimirá o renascimento de uma sociedade. (CUNHA,1966a, v. 1, p.559)   Entretanto como outros homens de seu tempo Euclides da Cunha também viu a "República idealizada" ser obrigada a dar espaço à "República possível", como mostra Nagle (2001): O "espírito republicano", formado no embate ideológico dos fins do Império, se arrefecera gradualmente durante as três primeiras décadas da implantação do novo regime. A República idealizada teve que sofrer amputações para se ajustar às condições objetivas da existência social brasileira dos primeiros trinta anos. Dessa maneira, da República teoricamente construída, de acordo com determinados níveis de aspiração, restou a República possível, realizada sob a orientação  e a pressão das forças sociais mais ponderáveis da situação histórico-social do período. Daí o desânimo - mais que o desânimo, as desilusões e as frustrações - que dominaram a mentalidade dos homens públicos, dos pensadores, dos intelectuais e dos educadores que viveram durante a Primeira República até cerca de 1920. (p. 135)   Os republicanos históricos baseavam a sua convicção e atuação nos pressupostos positivistas e numa determinada vertente do liberalismo - uma vez que acreditavam no papel nivelador da educação, encarada como meio para a equalização social - a "República real" demonstrou-se mais centralizada do que havia sido o Império e com concepções muito mais rígidas para com as camadas populares e suas manifestações culturais. A centralização política e a hipertrofia do poder executivo, que ficou patente, de forma marcante, nos dois primeiros governos republicanos, pareceu desagradar a Euclides da Cunha, que viu até mesmo seus antigos mestres despirem-se de sua ideologia e adotarem posturas mais pragmáticas. A "República da espada" foi substituída pela “República do café com leite”, onde reinou soberana a oligarquia formada pelos grandes latifundiários paulistas e mineiros. Nesse momento de sedimentação desta "República possível" o ideário republicano ficou cada vez mais associado à manutenção do status quo, tendo havido ao longo do processo apenas a mudança de terminologia: o "barão" se transformou em "coronel", na bandeira o verde dos Bragança se tornou o verde de nossas matas e o amarelo dos Habsburgo se tornou o amarelo do nosso ouro e até o Hino imperial ganhou nova letra, mas manteve a melodia. (SCHWARCZ, 1999, p.475). Daremos apenas alguns exemplos dessa continuidade. Episódio que ilustra exemplarmente o quão pouco mudaram as antigas estruturas sociais  na República Velha foi o que envolveu o Barão do Rio Branco:   Era dessa maneira que, em meio a um duplo ato falho, extinguia-se a titularidade. Floriano Peixoto enviou correspondência a Rio Branco informando-o sobre a medida. Nessa ocasião, teria endereçado o envelope ao "Barão do Rio Branco", e este de pronto teria respondido com um "ciente" e traiçoeiramente assinado "Barão do Rio Branco". Além desse deslize, há outro: na Constituinte de 1891, vários nobres assinaram como titulares, e sem usar parênteses. (SCHWARCZ, 1999, p.194)   O Barão do Rio Branco exemplificou uma das contradições dessa jovem república, que não se queria "aristocrática", mas manteve-se oligárquica, que se instaurou pelas mãos de liberais e positivistas, mas manteve-se graças à centralização e ao militarismo. Filho do Visconde do Rio Branco, ele herdou não só o prestígio como o nome do pai, um ilustre representante da elite do Império e "apesar de monarquista convicto, não deixou de ser convocado, anos mais tarde, por Rodrigues Alves para exercer o cargo de Ministro das Relações Exteriores, no qual se manteve até a sua morte em 1912." (SCHWARCZ, 1999, p. 474-475) Paradoxal que a República, que sucedeu ao Império, a qual nominalmente acreditava nas virtudes redentoras da educação para nivelar a sociedade e desenvolver o exercício da cidadania, condenasse todas as manifestações populares e segregasse a população pobre aos morros da periferia do Rio de Janeiro. Euclides da Cunha não ficou alheio a essa contradição, que gerou nele o desencanto e a decepção com o regime com o qual até há pouco ele se identificava. Tendo uma visão idealista e até mesmo romântica do novo regime, segundo os padrões atuais, o jovem que acreditava ser a República a forma mais elevada que uma sociedade poderia atingir, no ano de 1892, em correspondência escrita ao pai confessou seus temores dizendo: "desconfio muito que entramos no desmoralizado regime da especulação mais desensofrida e que por aí pensa-se em tudo, em tudo se cogita, menos na Pátria." (CUNHA, 1997, p. 30) E continuou na mesma correspondência apontando a queda das ilusões e alguns dos protagonistas desse triste enredo, como seu antigo mestre Benjamin Constant.   Imagine o sr. que o Benjamin, o meu antigo ídolo, o homem pelo qual era capaz de sacrificar-me, sem titubear e sem raciocinar, perdeu a auréola, desceu à vulgaridade de um político qualquer, acessível ao filhotismo sem orientação, sem atitude, sem valor e desmoralizado - dói-me dizer isto - justamente desmoralizado. Eu creio que se não tivesse a preocupação elevada e digna  que me nobilita, teria de sofrer muito, ante esse descalabro assustador, ante essa tristíssima ruinaria  de ideais longamente acalentados... Eu sinto-me feliz considerando que o sr. se acha aí, longe, bem longe do ambiente corrupto que nos envolve aqui. (CUNHA, 1997, p. 30.)    Parece-nos que o descontentamento  com o novo regime começou cedo e afetou em demasia o espírito do homem que desejou e lutou pela República. No poema intitulado D. Quixote, escrito em 1890, pouco depois do 15 de novembro, Euclides deixou transparecer principalmente nas duas últimas estrofes a dor daquele que viu seus ideais se perdendo: Assim à aldeia volta o da "triste figura" Ao tardo caminhar do Rocinante lento: No arcaboiço dobrado  - um grande desalento, No entristecido olhar - uns laivos de loucura ...   Sonhos, a glória, o amor, a alcantilada altura Do ideal e da Fé, tudo isto num momento A rolar, a rolar, num desmoronamento, Entre os risos boçais do Bacharel e o Cura.   Mas, certo, ó D. Quixote, ainda foi clemente Contigo a sorte, ao pôr nesse teu cérebro oco O brilho da Ilusão do espírito doente;      Porque há cousa pior: é o ir-se a pouco e pouco                                            Perdendo, qual perdeste, um ideal ardente E ardentes ilusões - e não se ficar louco!   (CUNHA,1966d, v. 1, p. 651)       Segundo Abreu (1998) parte do desgosto de Euclides da Cunha  com o novo regime foi porque: "muitos elementos das antigas elites reconverteram seu capital e, em pouco tempo, detiveram novamente cargos e privilégios compondo com os que ascenderam no novo regime político" (p.94) Para o homem que acreditava ser o mérito a forma mais justa de ascender socialmente, a "República possível" em substituição a "República idealizada" tinha o gosto amargo da traição dos ideais. Em correspondência ao poeta e prosador Lúcio de Mendonça (1854 -1909), com data de 1904, Euclides deixou expresso esse sentimento em relação ao mérito, no momento que lhe foi oferecida, pelo então Presidente da República Marechal Floriano Peixoto, a oportunidade de escolher um cargo. Aqui tenho um convite que leio hoje com tristeza e que na ocasião recebi com indiferença.  "29 de janeiro de 1893. Euclides -  o marechal precisa falar-lhe hoje. Pinto Peixoto." Lá fui constrangido na minha farda de 2º. tenente e atrapalhado com a espada. Encontrei o homem na sala de jantar, à vontade, e em um de seus dias de expansão. [...] E o grande dominador abriu-me a apertadíssima pasta da sua intimidade: Veio em ar de guerra ... não precisava fardar-se. Vocês aqui entram como amigos e nunca como soldados . Decorei textualmente. [...] O grande doador de posições, referindo-se à minha recente formatura e ao meu entusiasmo pela República, declarou-me que tendo eu  direito a escolher por mim mesmo uma posição, não se julgava competente para indicá-la... Que perspectiva! Basta dizer-lhe que estávamos em pleno despencar dos governadores estaduais!... E eu (nesta época  sob domínio cativante de Augusto Comte, e que isto vá como recurso absolutório)  -  declarei-me ingenuamente que desejava o que previa a lei para os engenheiros recém-formados: um ano de prática na E.F.C. do Brasil! Não lhe conto o resto. Quando me despedi pareceu-me que no olhar mortiço do interlocutor estava escrito: nada vales. E tive ainda a inexplicável satisfação de descer orgulhosamente as escadas do Itamarati, atravessar alegremente o saguão, embaixo, e sair agitando não  sei quantos sonhos de futuro... um futuro que desastradamente eu tinha destruído. (CUNHA, 1997, p. 194)     Observando as linhas finais da correspondência percebemos que o remetente já iniciara uma revisão de suas posições, talvez por perceber que a República tão esperada por ele e outros entusiastas não poderia corresponder ao ideário desejado.  Reportando-nos ao episódio da Escola Politécnica de São Paulo, onde Euclides da Cunha tentou ser professor e não conseguiu, tivemos aí um exemplo claro de como se deu a distribuição de cargos e favores em substituição ao mérito. No caso particular de Euclides, a forma com que o diretor e o programa da Escola Politécnica foram tratados no artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo fez com que o jovem engenheiro se tornasse persona non grata à direção da Escola, deixando de ser analisada a sua competência em detrimento de suas concepções políticas. Embora o próprio Euclides também tenha se utilizado do antigo expediente de pedir ajuda a amigos que tinham influência junto aos membros da Politécnica para indicação de seu nome ao cargo de professor. O jogo de poder também foi fundamental para a aceitação da implantação do projeto da Escola Politécnica pelo Congresso Legislativo do Estado de São Paulo, pois seu fundador e primeiro diretor segundo Santana (2001): "O engenheiro Paula Souza nasceu em Itu (Estado de São Paulo), descendente de família de grande influência política e econômica... (p. 54) Lembrando que  a maioria das famílias influentes da cidade de Itu eram ligadas ao movimento republicano e tiveram importante  participação na implantação do novo regime. Esses são alguns poucos exemplos que utilizamos para mostrar que a República idealizada não conseguiu mudar procedimentos tão antigos entre nós e apenas para ilustrar, o próprio Euclides sentiu o benefício do poder de escolha do governo federal na ocasião do concurso do Colégio Pedro II, quando concorreu ao cargo de professor já mencionado nesse trabalho. Entretanto ele sentiu o prazer do reconhecimento do seu talento e mérito quando eleito em setembro de 1903 para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de número 7. Como podemos observar Euclides da Cunha e seus contemporâneos viveram as contradições da sociedade da Primeira República, que passou a adotar procedimentos condenados e identificados até então como sendo de uma sociedade considerada fossilizada, a imperial. Num panorama que parecia apontar para uma grande ruptura, o que se deu foi a continuidade, já que a mudança do regime político deu-se como conseqüência da alteração do sistema social e econômico - ou seja, o avanço do modo de produção capitalista - e não o contrário. Na realidade não foi o povo quem "assistiu a tudo bestializado", como afirmou Aristides Lobo; "bestializados" ficaram os líderes republicanos ao verem frustrados os seus planos de instaurar uma nova ordem social, sob uma orientação positivista e liberal, pois a oligarquia rural não apenas conseguiu se manter no poder, como adaptou as estruturas jurídico-institucionais do novo regime às suas próprias necessidades, criando a política dos governadores, associada ao "voto de cabresto" e à manutenção dos "currais eleitorais" por parte dos coronéis mais influentes. O discurso do ideário republicano não era tão novo como desejavam seus propagandistas. A defesa da educação, por exemplo, aparece freqüentemente em diferentes momentos no período imperial, como pode ser observado em várias Falas do trono, como a de 3 de maio de 1888, onde segundo a Princesa Isabel: Reorganizar o ensino nos seus diversos graus e ramos, difundindo os conhecimentos mais úteis à vida prática e preparando com estudos sérios e bem dirigidos os aspirantes a carreiras que demandam superior cultura intelectual, é assunto que muito se recomenda à vossa patriótica solicitude. (Falas...,1977, p.504)   Apesar das freqüentes referências a educação que tanto D. Pedro II, como a Princesa Isabel faziam nas Falas do trono, tratava-se de uma preocupação com a preparação dos jovens oriundos das classes dominantes e que seguiriam carreiras de maior prestígio social como as de médico e advogado e quase nunca com os filhos das classes populares. A educação elementar e o acesso das classes subalternas a ela não era a preocupação da elite brasileira. Entretanto, falar em educação associada ao progresso da nação parece-nos que era um exercício elegante. A idéia de modernização da sociedade através da construção de estradas de ferro como caminho adotado para expandir as forças produtivas do país, também figurava nos discursos do Parlamento, como na resposta à Fala do trono em 24 de fevereiro de 1877: "A continuação das obras das estradas de ferro D. Pedro II, Bahia e Pernambuco, e a construção da de S. Pedro do Rio Grande do Sul, prestes a ser iniciada, muito deve influir na expansão das forças produtivas do país" (FALAS..., 1977, p. 440) Como vimos, muito se falou em progresso da nação, em educação como elemento civilizador, porém pouco foi realizado. Apesar dos discursos no Império e principalmente na República, a educação não era para todos. Impossível pensar em construção de uma nação sem atender as necessidades de sua base humana. Como uma sociedade pode tornar-se "civilizada" sem oferecer educação elementar a toda população, negando ou proibindo suas expressões culturais? A República chegou com o ideário de liberdade e igualdade, mas em muitos momentos tornou-se mais conservadora e rígida que o próprio Império. Em nome da civilidade, do progresso e da modernização expulsou, das regiões  centrais da capital federal, a população pobre, empurrando-a para os morros, como já afirmamos, impôs-lhe a ditadura da ciência através da vacina obrigatória, impediu suas manifestações culturais e religiosas. No nordeste do país exterminou com uma população que negava a ordem estabelecida: Canudos. Identificada como sendo um foco de resistência monarquista, a população de Canudos, na verdade, inseria-se dentro de um contexto ao mesmo tempo diverso e mais antigo. Esses foram alguns dos caminhos escolhidos pelo regime republicano e que levaram Euclides a desencantar-se, juntamente com outros entusiastas do regime. No sentido de ampliarmos o leque de possibilidades de discussão sobre o tema poderíamos concluir o nosso raciocínio demonstrando que havia numa mesma geração de intelectuais alguns que se identificavam com a proposta republicana, como Euclides da Cunha, e outros que tinham repulsa à mesma, como o escritor Lima Barreto, mas que, no decorrer do processo e implantação e sedimentação do regime republicano acabaram chegando a conclusões bastante próximas. Euclides partiu de uma atitude francamente favorável ao novo regime (até porque veio da Escola Militar, reduto do abolicionismo e republicanismo) para no decorrer de sua produção desencantar-se. Lima Barreto, neto de escravos libertos, identificava a Monarquia  com os ideais de liberdade e neste sentido nunca deixou de tecer críticas, bastante ácidas, ao regime instaurado por Deodoro. Segundo vários autores, entre eles Schwarcz, havia uma grande identificação do regime imperial com a cultura popular, a qual estava muito presente e próxima ao poder, ao redor e mesmo dentro do próprio paço imperial. A República, ao contrário, segrega a cultura popular e elitiza o centro das decisões administrativas, instalando o Presidente no Palácio do Catete, relativamente afastado do velho centro da cidade do Rio de Janeiro, o qual, como dissemos, foi "regenerado". Tanto Euclides como Lima Barreto, portanto, tinham a dizer contra a República, da sua excessiva centralização administrativa, da falta de permeabilidade à cultura popular e do isolamento social a que foram condenados determinados segmentos da população. Diferentemente do que ocorreu na época imperial, e mesmo na República Velha, a escolarização deveria ser estendida a toda a população, pois para os homens desse tempo, como Euclides, a educação é que prepararia a população para a superação do atraso em que se encontrava o país e superação da desigualdade social reinante. A falta de vontade política dos governantes, devida à tomada do poder pelas oligarquias rurais, que não olhavam para a grande massa da população, foi mais um ingrediente na composição do desencanto com o jovem regime e com os homens que estavam à sua frente. Porém é importante evidenciar que Euclides da Cunha não teve tempo de reavaliar seus conceitos e seus posicionamentos políticos, morrendo precocemente, aos 43 anos de idade, no auge de sua produção intelectual e num momento em que essas questões estavam  sem solução, ao menos para ele.   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS   ABREU, Regina. O enigma de Os sertões. Rio de Janeiro: Funarte, Rocco, 1998. BELLO, José Maria. 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O caráter nacional brasileiro: História de uma ideologia. São Paulo: Pioneira Editora, 1983. NAGLE, Jorge. Educação e sociedade na primeira república. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. SANTANA, José Carlos Barreto de. Ciência e Arte: Euclides da Cunha e as ciências naturais. São Paulo: Hucitec – Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2001. SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do imperador. D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo, Companhia das letras, 2.ed. 1999. SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. 4.ed. São Paulo: Brasiliense, 1999.     [1] Este artigo apresenta uma parte modificada do último capítulo da dissertação de mestrado com o título de o Projeto de construção da nação republicana na visão de Euclides da Cunha, defendida na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, em 2004.<a href="http://vagasde.com/motorista-sc-blumenau/" rel="dofolow">trabalho emprego</a>

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