Lutador incansável. Defensor da memória de Euclides da Cunha, avô paterno de Eliethe da Cunha Tostes, esposa de Joel. Zeloso pela publicação séria da obras do grande escritor, contestando sempre as edições descuidadas, com falhas. Exigia os textos na íntegra, sem deixar de lado nenhuma nota de rodapé e a importantíssima “Nota Preliminar” de Os sertões. O combate contra a distorção da minissérie Desejo, de Glória Perez.
Os restos mortais de Euclides da Cunha e de seu filho Quidinho só vieram para São José do Rio Pardo graças ao apoio e persistência de Joel, que aqui esteve nas cerimônias do traslado e nos anos posteriores, com a família. Ele enfrentou os representantes de Cantagalo, os membros da Academia Brasileira de Letras e todos os outros obstáculos encontrados pelo caminho, pois tinha a plena certeza de que era nesta cidade, ao lado da cabana e da ponte que os restos mortais desses homens deveriam repousar. Conhecia a tradição das Semanas Euclidianas rio-pardenses.
Nascido em um dia de Natal, Tostes era formado em administração e direito e se revelou, em uma entrevista, um advogado frustrado. Somente dois anos após o matrimônio com Eliethe é que Joel soube que se casara com uma neta de Euclides da Cunha.
Grande incentivador dos estudiosos de Euclides, muito amigo, que se dispunha a longos interurbanos, a envio de documentos e a todo apoio necessário para que o pesquisador nunca interrompesse a sua busca, sempre afirmando que ainda há muito a se encontrar de artigos publicados por Euclides, provavelmente dispersos nas hemerotecas do Rio e São Paulo.
Joel veio ao mundo no Natal e decidiu deixá-lo no Ano Novo, em 2009, após muito lutar com a doença que o prendia a sucessivas hemodiálises.
Deixou saudades, Joel, nessa viagem rumo ao infinito. Deixou uma lacuna difícil de se preencher entre os pesquisadores mais pertinazes de Euclides.
Esta cidade, que muito lhe deve, jamais o esquecerá, e como prova de que para sempre pertencerá à nossa história e terá nossa gratidão, desejamos homenageá-lo nesta Semana Euclidiana 2010.
Dr. Agrippino Ribeiro da Silva
Integrante, por muitos anos, da Comissão de Festejos Euclidianos.
Orador brilhante, tendo muitas vezes usado da palavra na romaria cívica de 15 de agosto.
Deixou boas recordações na sua passagem pela direção do então Gymnasio do Estado “Euclydes da Cunha”, nos primeiros anos de seu funcionamento.
Por muito tempo foi gerente do Banco Moreira Salles, agência local.
Euclidiano merecedor do mais alto reconhecimento do euclidianismo rio-pardense.