Euclides da Cunha

Eu não tenho vocação para a espada, a arma que eu sei manejar é a pena.

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02/09/2021

Por Léa Costa Santana Dias

Sinopse do livro:

Este livro analisa as impressões de Euclides da Cunha sobre as experiências relacionadas às duas viagens mais importantes para sua carreira intelectual e profissional: a primeira, aos sertões baianos, do final de agosto ao início de outubro de 1897, como correspondente de guerra do jornal O Estado de S. Paulo; a segunda, aos sertões amazônicos, de meados de dezembro de 1904 ao início de janeiro de 1906, como chefe da Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus. Além dos sertões brasileiros na Amazônia ou em Canudos, Euclides da Cunha percorre outros espaços através da palavra, seja para melhor aludir aos sertões que o encantam, seja para refletir sobre a própria capacidade comunicativa e/ou representativa da linguagem. Há um Euclides da Cunha crítico de linguagem que se pronuncia sobre textos alheios e sobre sua própria produção, sinalizando ao leitor suas percepções sobre escrita. Os sertões ganha maior enfoque na pesquisa por ter possibilitado, nos estudos euclidianos, a insurgência de uma linha interpretativa que associa literariedade à adulteração de dados e ausência de seriedade documental. Na contramão dessa tendência, este livro destaca a subjetividade do narrador, que se inscreve como historiador e perseguidor da objetividade científica. Lançar olhares sobre a subjetividade é a escolha de quem assume a perspectiva de que, sobre o passado, nada há além de discurso e interpretação. A aceitação do passado como linguagem a ser transcrita em linguagem é a principal contribuição deste livro aos estudos sobre a obra de Euclides da Cunha e outras produções culturais e discursivas que rememoram o acontecimento de Canudos.


Sobre a autora: 

Léa Costa Santana Dias é doutora em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia. Mestra em Literatura e Diversidade Cultural e especialista em Estudos Literários pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Professora de Literatura Brasileira da Universidade do Estado da Bahia, onde desenvolve pesquisas voltadas principalmente à obra do escritor Euclides da Cunha. Organizadora da coletânea Ser diferente é legal: histórias sobre respeito e tolerância (Darda Editora, 2020). Foi professora de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação no Educandário Oliveira Brito, em Euclides da Cunha, Bahia. Tem poemas e/ou contos publicados em coletâneas, revistas e sites.


Sobre o livro:

Título: Euclides da Cunha em terras baianas e amazônicas: impressões de um viajante sobre sertões brasileiros e outros espaços

Autora: Léa Costa Santana Dias

Ano de publicação: 2021

Editora: Edufba

ISBN: 9786556301693

Número de páginas: 365

Preço: 50 reais (contato: (75 9998-6772)


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